Navegando pelo mundo da Net, encontrei e trouxe para cá estes grandes achados.São pessoas talentosas que escreveram o que eu gostaria de ter escrito. Todos os textos estão com os devidos créditos. Meus parabéns a todos eles! Rejane

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“Quem escreve constrói um castelo, e quem lê , passa a habitá-lo.”

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Geração insegura?















Por : Roosevelt Soares


Tropecei em um artigo da New York Magazine que começava assim: "As crianças de hoje.... não tem senso de vergonha. Não tem noção de privacidade. Adoram o show-off, a fama, o erotismo e a pornografia. Publicam a sua vida em blogs, com endereço residencial e números de telefone, poesias estúpidas e fotos sem sentido. Tem amigos virtuais em vez de reais. Falam por instant messaging através de uma línguaprópria completamente incompreensível. Queixam-se de falta de atenção, mas são incapazes de compreender o conceito e tão pouco de o exercer"
Um artigo muito interessante, que traz algumas verdades porém alguns outros pontos que o autor exagera. Eu por exemplo, vejo essas ferramentas virtuais de comunicação como um utensílio indispensável pra solidificar contatos e desenvolver ao lado de semelhantes uma realidade mais “interessante”, além do fato de agilizar a troca de conteúdo. Mas as vezes me pergunto, até que ponto corremos o risco de nos tornar "fakes", de nós mesmo. Afinal já repararam que só ha espaço pra compartilhar realidades felizes? Não vemos em álbuns do orkut, facebook, blogs e por ai vai, os dias de tristeza, dor, desilusão, incertezas, ressacas moral.... Não vemos a vida como ela é, vemos o intervalo do patrocinador, um breve comercial alegre de uma vida que vive de oscilar entre bons e maus momentos. É claro que a felicidade é a busca principal, vivemos pra ser feliz, mas a felicidade virtual, muitas vezes é forjada, pra que só assim, o autor, o patrocinador, possa conseguir se sentir plenamente feliz.

Já pensou se os fotografos de festas e festivais de musica eletrônica, começassem a fotografar só o incomodo, o lixo, os surtos de desconexão, a surra que os maus intencionados tomam do segurança,.. o sujeito que desmaia por ter exagerado na dose...imaginem um álbum assim, só com fotos nesse nível...
Nos sites de relacionamento o que mais vemos são modelos de banheiro ensaiando poses sensuais, que provavelmente não teriam a coragem de protagonizar na frente de ninguém de fato real. E hoje, até fotógrafos profissionais são contratados pra fazer books de fotos especial pro álbum do orkut, facebook... A aparência, as roupas, o cabelo, o olhar, as caretas, o acordar, o “fui pego de surpresa”, tudo é cuidadosamente ensaiado, registrado, não incomum, tratado, photoshopado, e descarregado online, a FOTO, a impressão do autentico, do real mais irreal possível.

A felicidade por um breve momento, passa a vir do reflexo, é necessário o outro pra refletir, então eu poderia perguntar; esta se alastrando uma
geração insegura? Seria muita paranóia minha, filosofia de botequim? Não sei, posso acreditar que sejam apenas ferramentas virtuais que podemos usar pra “testar” e regular nossas incertezas, e que disso, não passa... mas algo me diz que alguns usuários criam um relacionamento doentio de dependência, na busca por satisfazer personalidades inseguras.


Vidas digitais, corpos orgânicos e agora almas de silício. Até a amizade, hoje começa clicando em “aceitar” e se desfaz clicando “deletar”. A banalidade da palavra amigo nunca na historia tinha alcançado esse nível. A conexão em rede fez tudo ficar instantaneamente conectado, unido e ao mesmo tempo, distante. Usuários de sites de relacionamento chegam a criar vários perfil’s, substituindo amizade por números em um ritual digital difícil de compreender.

Recentemente meu perfil no orkut virou alvo de um (ou vários) usuário ‘fake” que teima em me add constantemente, com perfils diferentes. Eu não sei qual interesse desse usuário. Não sei nem se é homem ou mulher. Mas percebo que em vários momentos é o mesmo. Sei disso pelos dias da semana em que acontece, pela forma de escrever, além das fotos e comunidades que a pessoa escolhe pra colocar em seu perfil fake, onde todas seguem um certo padrão fantasioso, nítido é o apelo pra chamar atenção. Daí me pergunto, que tipo de pessoas são essas? 






2 comentários:

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

gostei MUITO desse post. como a relação humana mudou nesses tempos.
Tudo tão próximo e distante ao mesmo tempo.

uma loucura
bjs e bom fds

maria disse...

Verdade! Penso que, de alguma maneira, é interessante essa conexão em rede, pois se pode integrar conceitos de valores onde se vêem coisas sem sentido e esperar que sejam assimilados com maior facilidade. Existem formas simples de expressar sentimentos que elevam o ânimo das pessoas. Visitar páginas de amigos reais faz que encontremos os virtuais, que trazem algo novo que acrescenta. Quem não aproveita é por não estar aberto para isso.

Leia no arquivo.